A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil iniciou 2026 com uma estratégia internacional voltada à expansão e diversificação do agronegócio brasileiro no exterior. A agenda discutida em fevereiro pelo Núcleo de Relações Internacionais da entidade busca ampliar não apenas o volume exportado, mas também a variedade de produtos e o perfil dos produtores inseridos no comércio global.
Mercosul-União Europeia lidera prioridades
O acordo entre Mercosul e União Europeia concentra grande parte das atenções do setor.
Com potencial de acesso preferencial a um mercado de mais de 400 milhões de consumidores, a ratificação do acordo é vista como um dos maiores avanços comerciais recentes para o agro brasileiro.
A CNA acompanha de perto as discussões nos parlamentos europeus, que devem definir o ritmo e as condições de implementação do acordo.
Mercados emergentes entram no radar
Além da Europa, a estratégia inclui o fortalecimento de relações com mercados emergentes considerados estratégicos.
Entre os principais focos estão:
- Índia, que ainda mantém barreiras para produtos pecuários brasileiros
- Irã, mercado com demanda relevante por grãos e proteínas
- Coreia do Sul, com expectativa de abertura para o ovo brasileiro ainda no primeiro semestre
Esses mercados representam oportunidades de expansão e diversificação das exportações, reduzindo a dependência de destinos tradicionais.
Abertura para ovos na Coreia do Sul ganha destaque
A possível liberação do mercado sul-coreano para o ovo brasileiro é considerada um avanço importante para a avicultura nacional.
Além do impacto comercial direto, a abertura tem valor estratégico por sinalizar maior confiança sanitária e qualidade do produto brasileiro no cenário internacional.
Inclusão de produtores é prioridade
Outro ponto central da estratégia da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil é ampliar a participação de pequenos e médios produtores no comércio exterior.
A proposta é tornar o acesso ao mercado internacional mais inclusivo, permitindo que diferentes perfis de produção se beneficiem da expansão das exportações.
Diversificação como estratégia de longo prazo
O movimento reforça uma tendência clara: o crescimento do agro brasileiro no exterior passa não apenas por volume, mas por diversificação de mercados e produtos.
Ao ampliar sua presença global de forma estratégica, o Brasil reduz riscos comerciais e fortalece sua posição como fornecedor confiável de alimentos.
Destaques
▸ Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil foca em Mercosul–União Europeia e expansão para mercados emergentes
▸ Inclusão de pequenos produtores no comércio exterior é prioridade estratégica
▸ Coreia do Sul deve abrir mercado para o ovo brasileiro no 1º semestre de 2026
Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil — Agenda internacional e posicionamentos institucionais, fevereiro de 2026