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CNA prioriza Mercosul-UE e cotas chinesas na agenda internacional de 2026

A Confederação da Agricultura reforça sua estratégia de diversificação e ampliação de mercados. Com o histórico acordo Mercosul-UE no horizonte e novas cotas da China para carne bovina, a entidade traça um plano ambicioso para inserir o agro brasileiro em novos fluxos comerciais globais.

Editorial Canal Porteira

Equipe Canal Porteira

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil intensificou sua agenda internacional em 2026, com foco na ampliação do acesso do agronegócio brasileiro a mercados estratégicos. No centro das discussões está o acordo entre Mercosul e União Europeia, considerado uma das maiores oportunidades comerciais recentes para o setor.

Acordo com a União Europeia ganha protagonismo

Ainda em fase de aprovação nos parlamentos europeus, o acordo Mercosul-União Europeia pode garantir acesso preferencial a um mercado de mais de 400 milhões de consumidores.

Para o agro brasileiro, a ratificação representa a possibilidade de expansão significativa das exportações, com redução de barreiras tarifárias e maior competitividade internacional.

China adota sistema de cotas para carne bovina

No relacionamento com a China, a principal novidade é a implementação de um sistema de cotas para a carne bovina brasileira.

Para 2026, a cota foi fixada em aproximadamente 1,106 milhão de toneladas. O modelo estabelece um limite para volumes exportados dentro de condições preferenciais, ao mesmo tempo em que traz maior previsibilidade para os exportadores.

Mercados emergentes entram na estratégia

Além dos parceiros tradicionais, a estratégia internacional inclui o avanço em mercados com potencial de crescimento:

  • Índia, ainda com restrições a produtos pecuários brasileiros
  • Irã, com demanda relevante por grãos e proteínas
  • Coreia do Sul, com expectativa de abertura para o ovo brasileiro

A possível liberação do mercado sul-coreano é vista como um avanço estratégico para a cadeia avícola nacional.

Inclusão de pequenos produtores ganha destaque

O vice-presidente da CNA, Gedeão Pereira, reforçou que a expansão internacional do agro brasileiro deve ser acompanhada por maior inclusão produtiva.

A proposta é garantir que pequenos e médios produtores também se beneficiem do crescimento das exportações, ampliando o alcance econômico da cadeia rural.

Diversificação fortalece posição global

A ampliação da agenda internacional indica uma estratégia baseada em diversificação de mercados e redução de riscos comerciais.

Ao equilibrar acordos com grandes blocos e abertura em novos destinos, o Brasil fortalece sua posição como fornecedor global de alimentos.

Destaques

▸ Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil prioriza acordo Mercosul–União Europeia e expansão comercial em 2026
▸ China estabelece cota de 1,106 milhão de toneladas para carne bovina brasileira
▸ Coreia do Sul deve abrir mercado para o ovo brasileiro; Índia e Irã seguem como alvos estratégicos

Fonte: Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil — Reunião do Núcleo de Relações Internacionais, fevereiro de 2026

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