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Fevereiro irregular: chuvas excessivas no Norte e estiagem no Sul e Centro-Oeste pressionam lavouras

O mês de fevereiro não trouxe alívio para quem dependia de chuvas regulares nas regiões produtoras. A distribuição desigual das precipitações criou dois cenários opostos — com excesso no Norte e Sudeste e escassez justamente onde estão as principais lavouras de soja e milho.

Editorial Canal Porteira

Equipe Canal Porteira

A irregularidade das chuvas em fevereiro de 2026 acende um alerta silencioso para o agronegócio brasileiro. Segundo o INMET, o mês foi marcado por uma distribuição desigual das precipitações no país, com impactos diretos sobre as principais regiões produtoras de grãos.

Chuvas desiguais marcam o mês

Enquanto regiões do Norte e Sudeste registraram volumes acima da média histórica — o que trouxe riscos de enchentes e dificuldades logísticas na colheita —, o Sul e o Centro-Oeste enfrentaram um cenário oposto, com precipitações abaixo do padrão durante grande parte do mês.

Esse contraste evidencia um padrão climático cada vez mais irregular, que desafia o planejamento agrícola tradicional.

Regiões estratégicas são as mais afetadas

O ponto de maior preocupação está no fato de que Sul e Centro-Oeste concentram a maior parte da produção nacional de soja e milho.

A escassez de chuvas nessas regiões, combinada com temperaturas acima da média na maior parte do território, aumenta significativamente o risco de perdas produtivas.

Estresse hídrico atinge fases críticas

As lavouras que não contam com sistemas de irrigação foram diretamente impactadas pelo estresse hídrico, especialmente em momentos decisivos do ciclo produtivo, como:

  • enchimento de grãos
  • formação de vagens

Nessas fases, a falta de água pode comprometer o rendimento final da safra, mesmo em áreas com bom desenvolvimento inicial.

Monitoramento se torna essencial

Diante desse cenário, cresce a importância de ferramentas de monitoramento climático e gestão de risco no campo.

Soluções como sensores de solo, estações meteorológicas e plataformas de análise em tempo real permitem ao produtor:

  • antecipar períodos críticos
  • ajustar estratégias de manejo
  • definir o momento ideal para suplementação hídrica

Mais do que reagir, o desafio passa a ser antecipar.

Clima irregular deixa de ser exceção

A irregularidade climática deixa de ser um evento pontual e passa a fazer parte do novo padrão do agro brasileiro.

Nesse contexto, a capacidade de adaptação e o uso de tecnologia tornam-se fatores determinantes para a manutenção da produtividade e da rentabilidade no campo.

Destaques

▸ INMET registra chuvas acima da média no Norte e Sudeste, e abaixo no Sul e Centro-Oeste
▸ Temperaturas elevadas intensificam o risco de estresse hídrico em diversas regiões
▸ Lavouras de soja e milho nas áreas mais secas entram em alerta para queda de produtividade

Fonte: INMET — Monitoramento Climático, fevereiro de 2026

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